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Avignon a cidade dos papas

Avignon é uma cidade ricamente bordada por história. Seus museus e atrações refletem o impacto do tempo quando era uma Cidade Papal e de seus residentes. Por muitos anos Avignon foi a residência dos Papas e os muros que cercam a cidade foram construídos a mando deles. As principais atrações da cidade são as muralhas que a cercam; o Palais des Papes, onde moravam os papas e hoje é um museu e a Pont d’Avignon (ou Pont Saint-Bénézet), que teve uma parte destruída depois de uma enchente e assim continuou. Avignon em francês é Avinhão em português. Localiza-se nas margens do Rio Ródano, no coração da Provença.

Cidades medievais são sempre apaixonantes para os admiradores de arte e história. Avignon, no sul da França não poderia ser diferente.

Muitos povos e nacionalidades passaram por Avignoni. Habitada desde o tempo dos celtas, a cidade foi consagrada como cidade oficial dos papas, em 1309, durante o domínio italiano. Para resumir a história que é sempre longa e cansativa quando envolve igreja e desejos políticos, o grande boom de Avignon ocorreu devido a famosa Cisma do Ocidente, uma crise religiosa com dois papas em conflitos e interesses, nesse caso o Papa (Papa Urbano VI) que residia em Roma e o Antipapa (Clemente VII) que residia em Avignon, reclamando ambos para si o poder sobre a Igreja Católica.

Somente em 1414, com o Concílio de Constança a religião voltou a ser unificada na Europa. Ou seja, se você imagina o pessoal da igreja como intelectuais debatendo civilizadamente, vai perceber que não foi bem assim, já que ao chegar na cidade o próprio Palácio dos Papas mais parece um forte…e não deixa de ser. Ao subir no topo dos baluartes, você irá descobrir por que a cidade foi escolhida para esse tipo de construção militar. Ela se encontra bem acima da planície do rio Rhône, um lugar mais do que estratégico quando se têm inimigos.

O Palácio Papal, ou Palácio Novo, mandado erguer pelo Papa Clemente VI

A constituição de uma pequena república municipal, no séc. XIII parecia antecipar já para a cidade a perspectiva de um papel de relevo na história da Provença. Avignon tirava sabiamente partido das velhas rivalidades feudais que dividiam Toulouse e Barcelona, mas o florescimento do burgo havia começado muito antes, ainda nos séculos IV e V a.C. Nessa altura converteu-se num importante porto fluvial na margem esquerda do Ródano – rio que é hoje um eixo por onde passa uma parte das visitas turísticas a Avignon, com os seus restaurantes flutuantes e os pequenos cruzeiros que permitem uma visão ímpar da cidade e da velha ponte de St. Bénézet.

As super bem conservadas muralhas foram construídas na época que o papa francês Clemente V decidiu, em 1309, transferir de Roma para Avignon a sede da Santa Sé. Durante 68 anos uma cidade francesa foi a capital mundial do cristianismo. Ao todo, sete papas comandaram a Igreja Católica residindo em Avignon. O clima inseguro da vida religiosa no século 14 fez com que, em 1335, o Papa Bento XII começasse a construção do Palais des Papes, um palácio em estilo gótico que mais parece uma fortaleza, com 10 torres que protegiam o Palácio Papal de ataques.

Foi sobretudo o mecenato dos papas e dos altos prelados que construiu a aura de Avignon. Com a prosperidade crescente que tomava conta da cidade, a população passou em pouco tempo de cinco para quarenta mil habitantes. Através de um sistema fiscal implacável, as receitas dos impostos e dos dízimos avolumaram-se e ajudaram também à fortuna da corte papal, imersa num fausto cada vez menos teológico.

A muralha de Avignon, com quatro quilômetros de extensão, data do séc. XIV .

Em 1377 os romanos finalmente conseguiram levar de volta para Roma a sede da Igreja Catolica, quando o Papa Gregorio XI deixou Avignon. Mas ele morreu no ano seguinte e então a Igreja elegeu um novo papa, italiano. Acontece que a parte francesa do clero considerou essa eleição invalida e decidiu escolher um outro papa: Clemente VII, que voltou a morar em Avignon. E é por isso que durante 30 anos a Igreja Catolica teve dois papas, um na Italia e outro aqui na França. O ultimo papa de Avignon foi Bento XIII, que foi perdendo o seu poder dentro da Igreja e ficou preso no Palais des Papes por 5 anos, antes de fugir em 1403 e morrer em 1409.

A grande muralha de Avignon, construída no séc. XIV, tem cerca de quatro quilômetros de comprimento, mas só um setor se encontra aberto a visitas, junto à Ponte St. Bénézet, monumento que uma popular canção celebrizou como “Pont d’Avignon”. Construída no séc. XII, foi várias vezes destruída em consequência das cheias do Ródano. A ponte ligava Avignon à outra margem, a Villeneuve-lès-Avignon, de onde se pode desfrutar uma das vistas clássicas da cidade dos papas.

A apenas 2 horas e 40 minutos de Paris, os ares provençais da cidade são muito procurados devido ao Festival D´Avignon, que ocorre em julho, um dos maiores eventos culturais da Europa ligado ao que tem de mais contemporâneo quando o assunto é dramaturgia.

O Palácio dos Papas. A cidade de Avignon foi sede da Igreja Católica de 1309 a 1377, quando um conflito entre facções da Igreja em Roma impulsionou o Papa Clemente V a transferir da corte papal para Avignon. Essa decisão foi ao mesmo tempo incentivada por Felipe IV da França.

Avignon localizada na região de  Provence, no sul da França (a 230km de Lyon) é mundialmente conhecida  por dois motivos: por já ter sido residência de vários papas no passado e por ter hoje o maior e mais importante festival de teatro da França (que acontece em julho). A cidade, Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, é bem pequena, mas é muito graciosa e importante para a historia da França.

Vislumbra-se o panorama do ponto mais alto de Avignon, a partir da Place des Papes subindo as escadarias para a Catedral que está acima. A vista do Rio Rhône através de seus campos, acima das fortalezas são verdadeiramente de grande valia, passando uma tarde ensolarada por lá. A estátua de ouro maciço da Virgem Maria sobre a igreja é talvez seu elemento mais interessante. Nos jardins, que rodeiam o Rocher des Doms, você pode facilmente ver a famosa Ponte St. Benezet e seus seis arcos remanescentes, que uma vez conduziam o caminho através do rio Rhône até a pequena capela, que aparentemente flutua no meio do rio.

O roteiro monumental de Avignon inclui uma série de igrejas, nomeadamente a Catedral de Notre Dame-des-Doms, de raiz românica e interior medieval e barroco. Uma das suas jóias é um Ecce Homo em pedra pintada do séc. XVI. Igualmente interessantes são as igrejas de St. Pierre (séc. XIV – XVI), com talha setecentista, e a de St. Didier (séc. XIV), onde se podem ver frescos italianos da escola de Siena e um retábulo do séc. XV.

A partir do séc. XIII foram criadas em Avignon muitas confrarias de penitentes, que tiveram o seu apogeu nos séc. XVI e XVII. A Capela dos Penitentes Negros, mais recente, possui um notável interior barroco. Outra visita obrigatória é a da Igreja de St-Symphorien, com escultura em madeira pintada do séc. XVI.

Qualquer itinerário pelo centro histórico de Avignon não pode deixar de incluir algumas das belas e animadas praças que são simultaneamente símbolos da Avignon cosmopolita: a Praça do Palácio Papal e a Praça do Relógio, onde à sombra dos velhos plátanos o viajante pode fruir as horas lentas da Provença.

Julho é o mês do teatro em Avignon. As várias companhias residentes na cidade mantêm a sua atividade todo o ano, mas é nessa altura que as ruas e as salas se enchem de comediantes das sete partidas, que ali vão participar no “maior festival de teatro do mundo”. Mas nessa cidade mesclada de história e modernidade é possível encontrar vários festivais bem diversos como o Avignon Jam Festival, que acontece em junho, com apresentações de esportes urbanos, seja com o skate, patins ou BMX, tudo isso no skate park em Ile Piot. (Sim, cidades medievais modernas, têm espaço para atividades que não envolvem guilhotinas). Ainda, outra festança para quem estiver na cidade em setembro é o Ban Des Vendanges, que ao contrário do que o nome diz (Proibição das Colheitas) a festa é a verdadeira Baco Parade, a sempre atraente, Festa do Vinho. Os vinhedos dos padres deveriam ser beatificados!

O centro histórico de Avignon é uma cidade murada, cheia de ruas estreitas e muitas opções de restaurantes, bares e lojas de antiguidades e artesanatos. O ponto central é a Praça do Relógio, cheia de bares e restaurantes nas calçadas e com um lindo carrossel, datado de 1900, ao centro. Avignon realmente encanta os visitantes com suas ruas antigas, os baluartes medievais restaurados e a imensa arquitetura gótica do Palais des Papes, o Palácio dos Papas.

 

Uma grande parte da cidade antiga está classificada como Patrimônio Mundial da UNESCO, principalmente: o Palácio dos Papas e sua praça, as muralhas, o Museu do Petit Palais, a Catedral Notre-Dame-des-Doms, os jardins e a Ponte de Avignon. Ela possui dez museus, uma casa de ópera e vários teatros. Aos pés das muralhas, a Ponte Saint-Bénezet, a imperdível Ponte de Avignon atravessa o rio Rhône. Construída no século XII e destruída várias vezes pelas cheias do rio, é um dos monumentos mais conhecidos do mundo. Acolhe 300.000 visitantes por ano.

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