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Château de Villandry , castelo e jardim

O Castelo de Villandry (Chateau de Villandry) está localizado a 15 km a oeste da cidade de Tours – Franca , e foi construído na época do Renascimento, sendo um castelo feudal. Atrai cerca de  400.000 visitantes por ano. Do castelo feudal só resta o torreão do século XIV. Em 1906 ele estava em ruínas. Seu novo proprietário, o espanhol Joachim Carvallo, o reformou e criou os fabulosos jardins em 3 níveis, uma mistura de flores, arbustos e legumes.Impressionante pela beleza de sua arquitetura, a propriedade é conhecida principalmente por seus jardins combinam estética, diversidade e harmonia. Impressionante pela beleza de sua arquitetura, a propriedade é conhecida principalmente por seus jardins combinam estética, diversidade e harmonia.

Villandry é uma pequena cidade do Vale do Loire, região Centro da França, com 17,65 km2 e aproximadamente 1.000 habitantes. É reconhecida como patrimônio mundial da Unesco. A confluência dos rios Loire e Cher forma uma faixa de areia que é conhecida como “le bout du monde” (o fim do mundo).

Há quem diga que os jardins de Villandry são a principal atração da propriedade, deixando o castelo como mero coadjuvante, mas os dois são igualmente importantes e se complementam, formando um conjunto harmônico e equilibrado. Este local é famoso não somente por sua arquitetura, mas também pelo valor histórico, já que ali foi assinado, em 4 de julho de 1189 o  tratado que ficou conhecido como “Paix de Colombiers” (Paz de Colombiers) referindo-se ao documento em que Henrique II da Inglaterra reconhecia sua derrota para Felipe Augusto, da França.

A entrada principal do château é acessada através do pátio interno, o qual é cercado em três lados por elegantes galerias de arcadas, encimadas por grandes janelas ornadas com colunas decoradas, esculturas e uma cobertura de telhas de ardósia de forte inclinação. No centro do pátio uma fonte ornamental arremata o conjunto. Famoso não somente por sua arquitetura, mas também pelos jardins, Villandry foi o último dos grandes castelos do Loire a ser construído durante o período renascentista.

O jardim de água é clássico, é a parte relaxante do castelo, onde a calma e a tranquilidade só é quebrada pelo barulho das fontes e o grande gramado é o local ideal para descansar e pensar na beleza da vida.

Villandry possui um grande pátio calcetado, formado por três alas em U, abrindo-se sobre o vale. A ala central e as duas alas salientes com galerias abertas no rés do chão, embora sejam inspiradas pelos princípios simétricos da arquitetura antiga, devem levar em conta a estrutura dos alicerces reutilizados do antigo castelo de Colombiers, o que faz com que as alas não possuam o mesmo comprimento e não formem um ângulo reto com a ala central.

Em Villandry as parreiras são repletas de uvas.

Também as janelas da ala central e as da ala direita não possuem uma regularidade perfeita. A ordem geral dos três corpos de edifícios é modulada pela ordem dos pilares que emolduram arcadas, janelas e janelinhas e cortam as linhas horizontais das cornijas entre os níveis. No final das alas, pavilhões quadrados alongam as galerias.

Ainda hoje, os jardins de Villandry, mesmo sendo uma reconstrução do início do século XX, são mais conhecidos que o próprio castelo.

São os jardins da Renascença que tornam Villandry um dos mais belos castelos do Vale do Loire, embora ele fosse considerado, na segunda metade do século XVI, “um dos palácios mais prestigiados da França”.

Os jardins do castelo reconstituem, com base em textos antigos, num jardim à francesa do século XIV.

A fusão da horta com o jardim não é única a Villandry, mas é, sem dúvida, o exemplo mais complexo e exuberante, uma arte entre a técnica e a natureza.
Um jardim em constante transformação e continuamente trabalhado pelos vários técnicos que fazem parte da equipe de jardineiros.

No primeiro nível está o jardim d´água que irriga os jardins e alimenta as fontes; o seu ruído traz tranquilidade e calma para os visitantes.

No jardim da Renascença, vegetais e flores foram plantados lado a lado dentro de nove quadrados de tamanho idêntico, criando um tabuleiro de damas de cores deslumbrantes. A equipe de jardinagem replanta os quadrados duas vezes por ano usando não menos de 40 variedades de legumes, incluindo o famoso repolho Villandry. É uma delícia passear pelos vastos gramados do jardim da água, admirar o Jardin du Soleil e  nos perdermos no labirinto coberto. A torre do sino do castelo oferece uma maravilhosa vista elevada dos jardins.

Estrutura geral de três terraços:
1 – No terraço superior encontra-se o jardim da água com um grande lago onde a água cai por gravidade para o resto da propriedade.
2 – No terraço do jardim ornamental intermediária aparece dividido em três seções: O jardim do amor, o jardim das cruzes e no jardim da música.
3 – Na parte inferior do terraço, o jardim que tem sido mundialmente o mais famoso dos jardins de Villandry, o jardim de plantas medicinais e ervas aromáticas.

O jardim ornamental, também chamado de Jardim do Amor, apresenta arbustos formando várias formas geométricas, como corações, espirais, borboletas e leques, além de símbolos musicais, uma maravilha.

O relevo dos jardins foi transformado e remodelado para recriar uma falsa natureza à moda pré-romântica de Rousseau.

A exemplo da arquitetura renascentista dos castelos franceses, os jardins unem duas tradições: de um lado o gótico, com jardins floridos, jardins de plantas medicinais, cujos exemplos mais bonitos encontram-se nos mosteiros ou nos palácios reais, e, do outro, a arte italiana dos jardins, mais arquitetônica, que os franceses aprenderam a apreciar durante as campanhas na Itália.

No século XIX o jardim renascentista original foi destruído e substituído por um jardim Inglês menos dispendioso na sua manutenção, enquanto o castelo foi abandonado tendo, inclusive, estado ameaçado de ruir.

O lindo teto do salão oriental de Villandry vem do palácio dos duques de Maqueda, construído no século XV em Toledo.

Obra de Jean le Breton, um dos ministros das finanças do reinado de Francisco I, em 1536 Villandry  já estava concluído, após quatro anos de obras. Jean Breton havia dirigido as obras do castelo de Chambord e conta-se que na ocasião ele mandou erigir na região uma réplica em escala reduzida do que pretendia construir em Villandry —Château de Villesavin — que lhe serviu de modelo para as obras do verdadeiro château.  Anteriormente, havia sido embaixador em Roma, onde pode estudar, nos tempos livres, a arte dos jardins.

Jean Le Breton, para construir o atual palácio,mandou arrasar uma velha fortaleza do século XII, da qual restam apenas as fundações e a torre de menagem que se encontra por trás do cour d’honneur (pátio de honra). Mesmo tendo sido construída na época medieval esta torre integra-se perfeitamente ao restante do castelo, de arquitetura renascentista.

A propriedade permaneceu com a família Breton até 1754, quando foi adquirida pelo Marquês de Castellane, influente membro de uma família ilustre provençal que chegou a ocupar o cargo de embaixador do rei. Foi ele o responsável pela completa transformação do castelo em estilo clássico, dando-lhe o aspecto refinado e elegante que mantém até hoje. Sua reforma abrangeu não somente a parte externa do castelo, mas também seu interior, adaptando-o às normas do conforto do século XVIII, muito mais próximas dos conceitos atuais que as do Renascimento.

Em 1906, o Château de Villandry foi comprado pelo Dr. Joachim Carvallo, um médico espanhol, bisavô dos atuais proprietários. Este abandonou a sua brilhante carreira científica que conduzia ao lado do professor Charles Richet, (Nobel da Fisiologia/Medicina de 1913), para se consagrar unicamente a Villandry. deste modo, salvou o palácio, que se encontrava a ponto de ser demolido, e criou os jardins que se podem admirar atualmente, em plena harmonia com a arquitetura renascentista do edifício.

Joachim Carvallo foi também um dos fundadores da associação conhecida como Demeure Historique, primeira do gênero a agrupar proprietários de endereços históricos da França, e que tinha como objetivo sua preservação e abertura dos mesmos à visitação pública. Hoje, todos os turistas que visitam este e outros monumentos históricos nacionais, devem uma parte de seu reconhecimento a homens de visão como aquele.

Veja mais fotos do Castelo de  Villandry:

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