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Claude Monet e sua casa em Giverny

Em  Giverny (50 minutos de trem de Paris) encontra-se a casa onde morou Monet de 1883 à 1926. Um passeio maravilhoso sobretudo na primavera. Além da visita da casa do pintor e a sua coleção de estampas japonesas, o objetivo mesmo deste passeio é a visita dos jardins de Monet. Eles representam ao vivo os quadros do mestre do impressionismo. Imperdível.

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Muitas casas onde moraram artistas e personalidades foram transformadas em museus mundo afora. Poucas, no entanto, explicarão tanto sobre a obra do morador quanto a casa de Claude Monet em Giverny, a pouco mais de uma hora de viagem de Paris. O grande mestre do Impressionismo morou e pintou nesta casa entre 1883 até sua morte, em 1936. No início a propriedade era alugada, mas em 1890 foi comprada pelo pintor. Ao longo desse tempo, Monet cultivou os jardins que apareceriam de maneira recorrente em sua obra. Ou seja: além de inventar um estilo, o sujeito ainda produziu o cenário que queria pintar.

A casa e os jardins estão abertos diariamente entre o início de abril e o fim de outubro; do início de novembro ao fim de março, estão fechados. A visita é mais bonita em maio, no auge da primavera, mas o passeio vale a pena durante toda a temporada de funcionamento.

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Giverny é uma minúscula cidadezinha na França, a 75km de Paris. Com ruazinhas tranquilas e uma igreja da Idade Média, possui pouco mais de 500 habitantes. Em 1883 esta cidadezinha, bem em estilo rural, foi “descoberta” por Claude Monet, que passeando pela região se apaixonou. Alugou uma vila na região e transformou todo o local em um maravilhoso jardim, onde se inspirava diariamente. Muitos dos seus quadros foram pintados neste cenário de sonhos. Em 1890, Monet comprou esta vila e viveu ali até a sua morte, em 1926.

O diferencial desse jardim é que ele é totalmente livre, desenhado conforme a natureza quer, com muita grandiosidade, traços livres e soltos como o estilo das obras de Claude Monet. Com tudo isso, era naquele local que o artista se inspirava junto aos amigos de renome, como Sisley, Cézanne, Pissarro, Manet e Renoir, que pintavam suas obras impressionistas ali mesmo, ao ar livre

 

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A vila de Claude Monet em Giverny foi doada por seu filho para a Académie des Beaux-Arts em 1966, e hoje é mantida pela Fundação Claude Monet. O lugar tornou-se um museu a céu aberto para visitação pública em 1980, depois de uma incrível reforma.

 

A casa é uma graça e, assim como os jardins, tem o seu momento grandioso e seus tesouros sutis. O grande “uau” se dá quando você entra no ateliê do pintor, de pé direito alto e janelas generosas, que deixam a luz banhar o ambiente; espalhadas displicentemente pelas paredes estão reproduções de obras-primas de Monet, algumas delas retratando os jardins que você está lá para visitar. Já o equivalente às florzinhas delicadas do jardim são as gravuras japonesas da coleção de Monet, que ocupam as paredes dos corredores e dos cômodos do andar superior. É como se fosse um jardim de gravuras.

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A sala de jantar em amarelo sol representada nos mínimos detalhes, bastante moderna para a época, com louça de faiança. Você vai se apaixonar pelo local, começando pela casa de Monet, que é linda na cor rosa com venezianas nas janelas na cor verde. Dentro, a casa conserva a decoração, quartos, o estúdio de Monet e alguns dos seus quadros. Detalhe para a coleção de estampas japonesas. É lindo demais!

Ao redor do mundo existem vários locais que podem ser classificados como a altivez da beleza. O sonho dos turistas, de maneira geral, é poder encontrar esses lugares e ter o prazer de visitá-los. Se você também compartilha desse sonho não pode deixar de conhecer Giverny em Alta Normandia na França, um verdadeiro charme que encanta quem realmente no fundo âmago se delicia com a arte.

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Aqui a cozinha da casa… encantadora. É tudo de bom poder ver os objetos e fazer um pouco parte da intimidade deste lugar. A cozinha se destaca com azulejos azuis de Rouen. O interior da casa de Claude Monet foi restaurado e abriga uma coleção de pinturas de Monet além de movéis da época. Ela não pode ser fotografada, mas do quarto de Monet pode-se fotografar da janela e ter uma visão lindíssima do jardim. Essas fotos do interior da casa são do site oficial.

A casa e os jardins de Claude Monet

Apaixonado tanto pela pintura quanto pela jardinagem, Monet concebeu sua casa como uma verdadeira obra prima. Aqueles que visitam sua casa e seu jardim sentem a atmosfera que reinava na época em que o mestre e sua família viviam ali e todos ficam maravilhados diante do lago e dos nenúfares que foram a sua mais fecunda fonte de inspiração. Monet sempre foi fascinado pelo jogo de luzes e pelos reflexos das nuvens sobre a água. Ele providenciou a construção de uma « ponte japonesa » pintada de verde para se desvincular da cor vermelha tradicional do Japão. A atmosfera oriental é percebida na escolha dos vegetais como o bambu e o gingko biloba que cercam seu maravilhoso lago. Em 1857 ele começou a pintar os nenúfares procurando restituir a superfície do céu na qual flutuam manchas de cores, levando assim sua pintura aos limites da arte abstrata.

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Das centenas de turistas que visitam Giverny todos os dias, nem todos são fãs das artes – não há quadros originais do pintor expostos em seu estúdio nem na casa de dois andares, mas podem- se ver os 32 blocos de xilogravura japoneses da coleção do artista. A maioria dos visitantes vem aqui para ver as ninféias e tirar foto ao lado delas – os turistas estão sempre se esbarrando em Giverny. Vale dizer que o jardim é uma obra de arte; os lagos das ninféias, os chorões e as pontes japonesas estão intactos; e a charmosa casa, a Fondation Claude Monet, também é especial.

 

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Clos Normand, cercado por diversos vegetais orientais, e chegue ao suntuoso Jardim de Água, famoso por seus nenúfares, salgueiros-chorões e ponte japonesa em verde (em vez do vermelho empregado tradicionalmente no Japão). Depois de contemplar a paisagem aberta — os chorões, as canoas, as pontes e as ninféias (flores de lótus) do lago — é hora de atravessar de volta a passagem subterrânea e passear pelo jardim das flores, o Clos Normand. Aqui o conjunto é bonito, mas os detalhes são estonteantes. Sua câmera vai virar um beija-flor, pousando sobre cada nova florzinha da alameda.

 

Considerando a geografia local e a obra paisagística, a propriedade pode ser dividida em duas partes. A primeira chamada Le Clos Normand e a outra Le Jardin D´eau. Le Clos Normand, primeiro pedaço de terra comprado por Monet possui 1 hectare, e um jardim feito de perspectivas, simetrias e cores. Nesse terreno, ele plantou flores perenes de tamanhos variados criando uma agradável sensação de volume, árvores frutíferas e ornamentais dominando o campo de visão.

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Ao chegar em Giverny, você vai saber que o dono da casa não é só aquele pintor famoso que você conhece de livros e museus — mas o jardineiro espetacular cuja obra você acabou de ver ao vivo.

O Jardim Aquático (Le Jardin D´eau), diferentemente do Clos Normand é cheio de curvas e elementos assimétricos, inspirado nos jardins japoneses que o pintor conhecia através de quadros da sua coleção. Nesse jardim podemos encontrar a famosa ponte japonesa e as ninpheas, tão elegantemente retratadas em suas pinturas. Com esse pano de fundo, Monet pode se inspirar por mais de vinte anos, dedicando-se a retratar sua natureza repleta de cores, reflexos, transparências e formas.

 

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Aqui os jardins são mágicos, e foram programados para serem bonitos e vivos do início da primavera até o final do outono. Lagos, árvores, pontes e flores, muitas flores completam este cenário inesquecível.

Várias flores foram misturadas neste terreno, em especial as margaridas e papoulas. O corredor central é coberto por arcos de ferro com rosas pendentes. Suas plantas foram escolhidas pela tonalidade de suas cores e deixadas crescer livremente pelo terreno, sem preocupação com as podas.

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Andando pelos jardins a gente começa a entender um pouquinho os motivos que levaram Claude Monet a pintar esse cenário tantas vezes. Cada cantinho tem algo a ser descoberto, ver os reflexos das árvores e da ponte na água, as flores adornando os lagos, a luz do dia que vai mudando e alterando as cores ao nosso redor. Visitar Giverny é fazer um passeio dentro de uma obra de arte.

Planejando sua visita

Para visitar os jardins de Monet em Giverny, separe um dia enquanto estiver visitando Paris. Fazer um bate e volta de Paris é bem possível a não ser que você queira emendar com outros destinos próximos como Rouen (onde Monet pintou a Catedral).

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Claude Monet nasceu em Paris em 14/11/1840, falecendo em 5/12/1926 aos 86 anos. Foi apresentado à pintura por Eugene Boudin por volta de 1856. Os inúmeros quadros de Monet estão expostos hoje em espaços como o Musée D´Orsay e o Musée l´Orangerie na capital francesa.

Passo a Passo para ir de Paris a Giverny de Trem

O trem sai da Gare St Lazare em Paris e a estação para ir para Giverny é Vernon. O destino final do trem normalmente é Rouen. Os trens são os da Intercites e custam em torno de 14.30 euros cada.

Quando descer em Vernon, siga as placas que indicam o shuttle bus para Giverny. O shuttle custa 8 euros ida e volta e sai a cada 15 minutos depois da chegada do trem em Vernon.

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No término da visita, aproveite para conhecer o vilarejo e a bela loja-livraria, antigo Ateliê das Ninfeias com uma área de 300 m2, que oferece uma vasta escolha de produtos baseados nas obras do artista impressionista: cartões postais, cartazes, chás, livros, louça oficial de Claude Monet, ou ainda, sementes de flores e plantas.

Veja mais fotos de Giverny:

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