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Guimarães , o Berço da Nação

Situada no distrito de Braga, a pitoresca cidade de Guimarães é um dos mais importantes destinos históricos do país. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, escolheu esta antiga cidade romana como capital do Reino de Portugal após a sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Conhecida como “Berço da Nação”, Guimarães é um local fascinante para visitar, com o seu orgulhoso castelo e bem preservado bairro medieval. A cidade foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001.

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LARGO DO TOURAL – Considerado hoje como o coração da cidade, era no século XVII um largo extramuros junto à principal porta da vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e outras de diversos produtos. Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha para edificação de prédios, que foram feitos mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se assim, o início da lenta transformação do Toural. Na segunda metade do século é construído o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro, que abre em 1878. Para este espaço é criado um mobiliário urbano enquadrado na nova arquitetura do ferro: coreto, mictório, bancos e candeeiros. Com a implantação da República o Jardim Público é transferido para outro local, sendo então colocada no centro do Toural, agora remodelado, a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída por uma vistosa Fonte Artística.

Turismo

Alguns locais de passagem obrigatória para quem está de visita à cidade são: Paços dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães, Igreja de São Miguel do Castelo, Praça São Tiago, Jardins do Palácio de Vila Flor, Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, Igreja de São Francisco, Igreja de São Gualter, Museu Alberto Sampaio, Museu Arqueológico Martins Sarmento.

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Ao fundo a Igreja de S. Pedro localiza-se no Largo do Toural. Mandada construir em 1737, foi feita com grande simplicidade e sem qualquer arquitetura, ficando localizada junto a casas da Irmandade de S. Pedro. No entanto pensava-se fazer de novo a igreja, e por isso, em 1782 é concedida uma Provisão Régia autorizando a Irmandade a construí-la e ampliá-la. Em Novembro de 1880 a Junta Magna desta Irmandade autoriza a Mesa a dar início às obras de conclusão da igreja, logo que o risco fosse aprovado pela Associação dos Arquitetos de Lisboa. Estas iniciaram-se em Março de 1881, começando-se por demolir as casas da Irmandade de S. Pedro, que estavam em frente ao corpo da igreja a fim de se concluir a frente da Basílica. Os trabalhos terminaram em inícios do século XX, embora o templo ainda não esteja totalmente edificado.

 

Guimarães é uma cidade com um passado histórico glorioso. A sua história relaciona-se com a fundação da identidade nacional e a língua portuguesa, no século XII. A cidade tem preservado o seu ilustre passado como cidade natal de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal e nascido em 1110. Também neste mesmo local, o rei deu início à principal ofensiva de reconquista contra os mouros.

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À medida que avançamos no centro histórico, vamos entrando num ambiente totalmente medieval, de casas muito estreitas, janelas pequenas e varandas que quase se alcançam com a mão. Está tudo impecável, recuperado e limpo: a sensação com que ficamos é que nem quando as casas foram construídas teriam tão bom aspecto… É fácil imaginar os clérigos rumo ao mosteiro ou então as campesinas a descer a rua com a bilha de água. Algumas fotos aqui são da Praça de São Tiago: Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos, conserva ainda a traça medieval. Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique. Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc. XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc. XIX. Localiza-se no centro histórico

 

Igreja de Santos Passos

A Igreja de Santos Passos, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Consolação, foi mandada construir pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos ao arquiteto Andrés Soares no começo do século XVIII. A Igreja, situada em Guimarães, foi construída no mesmo lugar onde já existia uma pequena capela desde o século XVI.   O imponente templo é rematado por duas torres acrescentadas em meados do séc. XIX, por um arquiteto do Porto. São também dessa época a escadaria e a balaustrada. O retábulo da capela-mor é de inspiração clássica de finais do séc. XVIII, com pintura a imitar o mármore.

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A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e Santos Passos (Guimarães). É uma igreja românica reedificada por D. João I em celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota. Contêm na sala do capítulo e em duas alas do claustro, elementos românico-mudéjares, que constituem o melhor conjunto deste estilo, em granito, em todo o país. Possui o único conjunto de pintura gótica de teto em Portugal, em que transparece uma influência ítalo-bizantina e salienta-se ainda o cadeiral seiscentista com espaldares neoclássicos.

Guimarães é uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milênio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

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Guimarães, como cidade de dimensão média, tem uma vida cultural interessante. Além dos museus, monumentos, associações culturais, galerias de arte e festas populares, tem desde Setembro de 2005 um importante espaço cultural, o Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro expositivo, e um café-concerto.

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Largo de São Guálter – Religioso de ordem franciscana que foi enviado por São Francisco de Assis para Portugal em missão no começo do século XIII, São Guálter é considerado o padroeiro de Guimarães. Junto ao seu amigo frei Zacarias, Frei Guálter desembarca em terras portuguesas no ano de 1217. Ao enviar os religiosos, Francisco de Assis tinha o objetivo de levar ao país lusitano a recentemente criada Ordem dos Franciscanos, que tinha como princípios a humildade, a simplicidade e a justiça.

Esta encantadora cidade histórica é um labirinto de vielas sinuosas ladeadas por casas antigas decoradas com estatuária que conduzem à bela praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal. A melhor época para apreciar o ambiente medieval de Guimarães é a primeira semana de Agosto, durante a qual se celebram anualmente as Festas Gualterianas (realizadas desde 1452), com um importante mercado de artesanato de estilo medieval, feira de artes e animado desfile de trajes antigos.

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A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como “O Berço da Nação Portuguesa”. Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação. Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade “Aqui nasceu Portugal”, referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais.

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Castelo de Guimarães – A imponente torre de menagem do castelo de Guimarães domina todo o horizonte. Este castelo em forma de escudo foi construído no século X para proteger a cidade dos invasores e ampliado no século XII, passando a ser usado como arsenal e palácio. Segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal nasceu aqui. Os visitantes podem caminhar ao longo das muralhas do castelo e visitar a pequena capela românica de São Miguel. Em 1910, o castelo foi classificado como monumento nacional.

 

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No século X, após ter enviuvado do conde Hermenegildo (ou Mendo) Gonçalves, a Condessa Mumadona Dias assume o governo do Condado Portucalense e toma duas medidas de grande importância: funda na parte baixa de Guimarães o Mosteiro de Santa Maria (por volta do ano de 950) e, na parte alta, um castelo, o denominado Castelo de S. Mamede (entre os anos de 950 e 957). A construção deste castelo foi necessária para defender o Mosteiro recém edificado e as populações que entretanto se foram fixando junto a estas duas construções. A construção deste Castelo foi igualmente uma forma de afirmar o seu poder perante os demais senhores feudais. Um diploma que assinala a entrega do Castelo de S. Mamede ao Mosteiro de Guimarães em 4 de Dezembro de 968, é a primeira referência conhecida a esta fortificação. A Condessa Mumadona Dias funda em Guimarães, no séc. X, duas construções de grande importância, pois vão estar na origem da Guimarães que conhecemos hoje: O Mosteiro de Santa Maria e o Castelo de S. Mamede, assim designado no Testamento de Mumadona.

 

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O teleférico de Guimarães sobe uma altitude de 400m, em um trajeto de 1.700m, até chegar a montanha do Santuário da Penha, onde se tem uma bela vista da cidade. Além do Santuário, a Montanha da Penha oferece uma bela área de laser, com camping de montanha, mini-golfe, restaurantes, bares e cafetarias entre frondosas árvores.

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Padrão Comemorativo da Batalha do Salado – Localizado na principal praça da cidade medieval, Padrão do Salado é um dos mais emblemáticos monumentos de Guimarães.A construção deste padrão remonta para 1340, ano em que tomou parte D. João IV juntamente com os exércitos de Castela e Aragão, contra tropas muçulmanas do reino de granada e do norte de África, o que dará origem ao cognome “O Bravo” de D. João IV, originando várias construções entre elas a de Guimarães uma das mais célebres, o padrão do salado é do estilo gótico, encontra-se em frente a igreja da Nossa Senhora da Oliveira. Nove anos depois foi construído no seu centro um pedestal, em que no seu cume se fixou uma cruz, trata-se de uma cruz espiritualmente gótica, representando as duas paixões primordiais da religiosidade baixo-medieval: de um lado, a crucificação de Cristo; de outro, a figura de virgem.

 

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Guimarães dispõe de um impressionante centro histórico com uma arquitetura exclusiva, com um labirinto de ruelas e praças pitorescas rodeadas de edifícios medievais. Além do mais, Guimarães é “A Cidade Universitária” e os seus estudantes dão vida ao lugar. Especialmente no mês de Agosto durante a celebração das “Festas da Cidade e Gualterianas” onde se prepara uma antiga feira com danças populares, concertos de rock, fogo-de-artifício, desfiles e touradas.

As Muralhas de Guimarães foram mandadas construir pela Condessa Mumadona Dias, viúva do Conde Hermenegildo Mendes. Na construção dessas Muralhas, manteve-se a divisão então existente entre as duas portas da vila. A da encosta, dominada pelo Castelo Roqueiro e dedicada ao “ Anjo São Miguel “, que as separava um corpo de Muralha transversal, com uma porta, denominada de “ Santa Bárbara “ que fazia a ligação entre as duas freguesias, que D. João I teria mandado apear na sequência de uma espera de dois meses, junto a esse muro, até conseguir dominar o alcaide rebelde, por ocasião do referido cerco de 1385. Este muro teria os seus terminais, a leste, na chamada Porta da Freiria e a oeste, na Porta de Nossa Senhora da Graça, ou de Santa Luzia.

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Largo de São Guálter – Religioso de ordem franciscana que foi enviado por São Francisco de Assis para Portugal em missão no começo do século XIII, São Guálter é considerado o padroeiro de Guimarães. Junto ao seu amigo frei Zacarias, Frei Guálter desembarca em terras portuguesas no ano de 1217. Ao enviar os religiosos, Francisco de Assis tinha o objetivo de levar ao país lusitano a recentemente criada Ordem dos Franciscanos, que tinha como princípios a humildade, a simplicidade e a justiça.

 

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Ao entrarmos no centro histórico, logo vemos as capelas dos Passos da Paixão de Cristo, pequenos oratórios espalhados aqui e ali, num total de sete, erguidos em 1727 pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos. Ao longo dos séculos foram sendo mudadas de lugar pelo que hoje apenas podemos identificar cinco dessas capelas.

 

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