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Honfleur na Normandia

Honfleur, na França,  nasceu no século 15 como um porto defensivo contra possíveis invasões inglesas. O pequeno porto em formato retangular é cercado por três ruas de edificações seculares. É como se fosse uma praça, só que no meio é água, e o quarto lado dá para o rio Sena, que desemboca no Atlântico um pouco adiante. Essa “praça”, assim como todo o bairro em volta, é muito antiga e charmosa. Muitas casas dão a impressão de ter 500 anos ou mais, e são habitadas até hoje. Não é uma “cidade-museu”, como existem muitas pela Europa. É viva, vibrante, com atmosfera alegre.

Aqui está o vieux bassin (algo como velhas docas) em Honfleur. É como se fosse um retângulo, ou a praça central de uma cidade do interior: três lados são compostos por três ruazinhas (chamadas de Quais), com construções centenárias grudadas umas nas outras, e o quarto lado é o Sena. Já no meio, em vez dos bancos e dos jardins de uma praça tradicional, encontramos água. O efeito do reflexo das “casinhas” na água é lindo. E, ao ver esse cenário de tirar o fôlego.

Honfleur é uma cidade muito antiga. Suas origens remontam ao século XI. Por estar situada na margem esquerda do Sena e perto de sua foz, assim como do mar, a cidade foi um importante porto para as mercadorias na rota Rouen-Inglaterra. Também foi de Honfleur que saíram os barcos franceses para as grandes navegações, principalmente para a América do Norte. Em 1608, a expedição de Samuel de Champlain partiu do porto de Honfleur para fundar Quebec, no Canadá. E até o Brasil entra na história: em 1503, Binot Paulmier de Gonneville parte também de Honfleur e chega à costa brasileira.

Outro fato importante na trajetória da cidade aconteceu em meados do século XIX. Por causa do pintor Eugène Boudain, Honfleur torna-se um local de grande importância artística. Boudain, que nasceu na cidade, é um dos amigos de Monet e influencia bastante o começo da carreira do mestre dos impressionistas. E não só os dois artistas, mas vários pintores da época inspiram-se nas belas paisagens de Honfleur para compor suas obras, em estadias que duravam até meses. Não é à toa que, ao se estudar o impressionismo, ouvimos falar da “Escola de Honfleur”, nome dado a essa reunião de mestres que “pintavam a cidade”.

Honfleur também foi uma das poucas cidades da Normandia poupadas da destruição da Segunda Guerra Mundial. Assim, o centro histórico está totalmente preservado. Suas construções em ardósia, no estilo típico normando, hoje abrigam diversos comércios e galerias de arte, que ficam abertos o dia todo. As casas ao redor do bassin têm uma curiosidade: o último andar é voltado para a rua de trás, o que faz com que muitas delas tenham dois proprietários diferentes.

O que ver em Honfleur?
O gostoso na cidade é andar com calma, admirando o centro, as lojinhas, as galerias, enfim, andar sem rumo pelo charme do lugar. Algumas atrações de Honfleur são:
* Os dois antigos celeiros de Sal, do século XVII, que hoje são usados como locais de eventos.
* As igrejas, com destaque para a de Santa Catarina, do século XV, inteirinha de madeira e que possui o campanário localizado em separado da igreja, ou seja, do outro lado da rua. Ele, o campanário, funciona como um museu de arte sacra.
* Museu Eugène Boudain – possui obras do pintor e de outros artistas que passaram temporadas na cidade. Também possui objetos típicos da Normandia, como móveis, roupas, etc.

Curiosidades: O grande compositor Eric Satie nasceu em Honfleur e a casa de sua família virou museu. O poeta Baudelaire morou algum tempo em Honfleur com sua mãe e se refere a esse como um dos períodos mais felizes de sua vida. Eugène Boudin, considerado um dos precursores do impressionismo, nasceu em Honfleur, onde costumava pintar ao ar livre, coisa rara na época. Pintores como Pissarro, Renoir e Cézanne passaram temporadas lá e se reuniam na fazenda Ferme St-Siméon, atualmente uma pousada de luxo.

A Normandia , onde Honfleur se encontra, é uma região ao norte da França que fica de frente para a Inglaterra, a quem pertenceu em épocas passadas. No seu ponto mais próximo daquele país, é separada dele pelo Canal da Mancha, onde passa o túnel do mesmo nome, por onde passa o trem que liga os dois países. É uma região de natureza pródiga, cortada pelo rio Sena, cujo vale é bordejado de verde e de vaquinhas normandas.

Honfleur é um dos portos os mais atraentes em Normandia, França. E as docas velhas (Vieux Bassin) é o ponto de foco da pequena e charmosa cidade . Em Vieux Bassin encontramos casas alinhadas e encantadoras, restaurantes e cervejarias, sendo o porto central povoado com iate caros. A igreja pequena de St-Stephen A pequena eglise Sainte-Etienne) data do século XIV e é usada atualmente como um museu naval.

Se você estiver de carro, saiba que Honfleur está a 50 minutos de Étretat, uma hora de Rouen e duas horas de Paris. Se estiverem percorrendo a Normandia de carro, Étretat e Honfleur podem ser visitadas em somente um dia.

 

 

A cidade antiga se espalha em uns poucos quarteirões em volta do porto. Uma hora de passeio a pé dá para percorrer praticamente toda a cidade velha. Mas ela é tão charmosa que dá vontade de passear de novo. As casas com vigas de madeira visíveis na fachada, como um padrão decorativo, mas que eram na verdade um elemento estrutural da construção são muito bonitas. Nos arredores da cidade muitas fazendas antigas foram transformadas em pousadas, todas com belos jardins.

Porto em Honfleur. Perto daqui localiza-se o Museu da Marinha que funciona na antiga igreja de Santa Etienne, às margens do Vieux Bassin. Possui uma coleção de todas as atividades ligadas ao mar: construção naval, pesca, artesanato e o comércio, principalmente dos séculos XVIII e XIX. Caminhem em torno deste lindo porto que muda completamente de fisionomia de acordo com a maré. Vocês verão lojas vendendo produtos locais e artesanato.

Estando em Honfleur prove a Cidra, o Calvados (feitos de maçã) e também as balas de manteiga salgada que são deliciosas.

A cidade de Honfleur foi inteiramente preservada dos desastres da 2ª guerra, todos os lugares que foram pintados pelos Impressionistas ficaram intactos. Um passeio permitirá ao visitante identificá-los facilmente. Toda a cidade foi imortalizada pelos maiores artistas. Cada ruela, cada casinha fazem parte de uma obra prima. Velha de mais de 1000 anos, Honfleur exerce sempre a mesma fascinação, sobretudo nos artistas que ainda hoje lá vão pintar as paisagens de seu prestigiado passado histórico e marítima.

A prefeitura de Honfleur.

Uma curiosidade sobre o povo normando é que eles nunca respondem “sim” ou “não”. Eles são sempre evasivos, com um “talvez” ou “pode ser”.

O creme de leite e o Camembert da Normandia são famosos, assim como o Calvados e a cidra, produzidos a partir das maçãs que enfeitam os prados.

Uma coisa chama a atenção na “praça” do porto. Do lado direito de quem olha para a saída aquática, todas as casas são de apenas dois ou três andares, e são amplas e sólidas. Do outro lado são casas muito estreitas, algumas aparentando só uns 4 metros de largura, e com seis ou sete andares. Lembrando que no tempo em que elas foram construídas não havia elevador, fica claro que as casas amplas e sólidas de apenas dois ou três andares eram as dos ricos. As de sete andares, esguias, aproveitando ao máximo um pequeno terreno, eram as dos pobres. Ricos pra lá, pobres pra cá. Essa história é antiga.

Por todo o centro, encontramos simpáticos restaurantes, e vários com preços realmente em conta, pelo tanto que oferecem. Como toda cidade portuária, a especialidade local são os frutos do mar, principalmente os Moules (Mexilhões). Apesar de ser um prato de origem belga, em quase todo restaurante de Honfleur podemos encontrar Moules Frites, que é servido com batatas fritas (frites), daí o nome. Mas também há diversas outras variações de pratos com peixes, camarões, lagostas, etc.

A Vila é Linda! Foi, sem dúvida, a cidadezinha mais bonita que passamos pela Normandia! Para quem passar por lá, vale a pena conferir!

Veja mais fotos de Honfleur:

 

 

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