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Mont Saint Michel

O Mont Saint Michel é uma vila francesa da Normandia (a 360km de Paris), localizada em um pequeno morro, onde foi construída uma abadia dedicada a São Miguel Arcanjo. (Diz a lenda que o próprio São Miguel Arcanjo solicitou ao Bispo de Avranches a construção de uma pequena igreja neste local, no ano 708. No topo da abadia, há uma estátua do São Miguel Arcanjo matando o dragão, que simboliza o Mal. Saint Michel é São Miguel em francês. Curiosamente, durante a Revolução Francesa, o Mont Saint-Michel perdeu o seu contexto religioso e se tornou uma prisão até 1863. Em 1979, foi declarado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco). A beleza do local é inquestionável. Vemos por ali um encantador vilarejo medieval, todo murado, com a abadia bem no topo, completando o lindo visual. O que mais impressiona nesse conjunto é a proporção da abadia em relação ao monte; ela é quase o dobro da sua altura.

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Mas o que torna o Mont Saint Michel tão interessante e tão procurado pelos turistas vai além de sua história e arquitetura: é, na verdade, uma grande força da natureza. Por lá, a subida da maré é tão rápida e intensa que o monte fica ilhado em questão de pouco mais de uma hora. A subida da maré é como uma atração local, e muitos viajantes param para ver as águas chegando até as muralhas da vila.

A chave para programar uma viagem ao Mont Saint-Michel está na tábua das marés. O espetáculo de efeitos especiais da natureza só acontece nas marés altas, em períodos de luas cheia e nova, em dois horários por dia. São as chamadas “marés vivas”. O site oficial da cidade informa os horários das marés, que mudam diariamente. Se a sua viagem à França ocorrer em época de maré morta, deixe a escapulida ao Mont Saint-Michel para uma próxima. Quase três milhões de visitantes por ano é argumento de vulto para bretões e normandos disputarem o lugar, hiper-incensado em todos os guias e roteiros de ambas regiões.

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A Fauna, a flora, as luzes, os reflexos … adaptados a este ambiente em constante movimento, expressam toda sua diversidade com o passar dos dias e das estações. A Baía pode ser perigosa por causa da área movediça. Ela é conduzida por guias experientes, com os pés descalços nas areias, iniciando a descoberta deste local único e de paisagens de beleza única.

 

Estático, imobilizado num cartão-postal, o lugar já impressiona: um vilarejo medieval murado, que parece se equilibrar precariamente nas encostas de um pequeno morro, com uma abadia encarapitada bem no topo. Mas o que torna o Mont Saint-Michel verdadeiramente mágico não são apenas sua história e sua arquitetura. É preciso lembrar também de uma incontrolável força da natureza. Por lá, a subida da maré é tão violenta que pode ser assistida como um show. Em pouco mais de uma hora, o mar inunda o charco em volta das muralhas e transforma o monte numa ilha. Com a maré alta, as águas podem subir até 15 metros, o que envolve necessariamente distâncias significativas: quando o mar recua, o areal descoberto espraia-se por mais de uma dezena de quilômetros. E não é apenas a linha da costa a ser afetada por estes caprichos; como toda a orla marítima em direção a ocidente é muito recortada, com inúmeros e profundos estuários, as marés chegam a estender a sua influência até vinte quilômetros para o interior.

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Para atravessar a Baía, é bastante aconselhável partir em companhia de um guia, que possua um certificado emitido pela comissão de avaliação de riscos em travessia. Encontre a lista atualizada dos guias que dispõem deste certificado no endereço www.mancherandonnee.com , rúbrica «profissionais de trilha».

 

A história relata que o bispo Aubert (Santo-Aubert) da cidade de Avranches, fundou um santuário em 708 no Mont-Tombe (antigo nome do monte Saint-Michel), após três aparições do arcanjo São Miguel (Saint-Michel em francês). Consagrada em 709, a igreja, desde então, nunca deixou de atrair visitantes e peregrinos do mundo inteiro. A arquitetura do Monte Saint-Michel e sua baía fazem dele o lugar turístico mais frequentado da Normandia e o segundo mais freqüentado da França, depois de Paris.

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Esta ilha, com suas rápidas e caprichosas marés, foi uma famosa prisão durante a Revolução Francesa. Hoje em dia, os visitantes chegam por sua própria escolha, procurando explorar a abadia do século 11, jantar em restaurantes finos e curtir as impressionantes luzes da tarde. Apenas uma estreita estrada construída em 1880 liga a ilha ao continente.

 

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A atmosfera medieval se manifesta logo na entrada, que nos remete aos filmes de cavaleiros de armaduras. Há um grande temor, por parte da comunidade local e do próprio governo francês que, em um futuro a curto prazo, por volta de 2025, o Monte Saint Michel perca sua principal característica: seu aspecto insular. Isso porque ano a ano a vegetação continental se aproxima cada vez mais do monte, em razão das mudanças climáticas e, principalmente, do acúmulo de terra e areia transportado pela maré.

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A ruazinha principal tem quase tantos vendedores de crepe quanto lojinhas de souvenir. Aproveite que você está na divisa entre a Normandia e a Bretanha e experimente as panquecas dos dois tipos. As de farinha branca e recheio doce são normandas e se chamam, exatamente, crêpes; as de trigo sarraceno e recheio salgado são bretãs e devem ser pedidas como gallettes. A especialidade da ilha, contudo, são as omeletes recheadas com um creme à base de claras, inventadas por Mère Poulard (onde chegam a custar € 45), mas pirateadas por todos os restaurantes do pedaço.

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O Monte possui quatro museus principais: o museu histórico, o mais completo, com coleções de armas, objetos e instrumentos de tortura, contando os relatos das masmorras, a trajetória dos principais monges e personagens do local. Parte das histórias são contadas com bonecos de cera; o “Archéoscope”, espetáculo multimídia que conta como o Monte se desenvolveu para virar o que é hoje; o Logis Tiphaine, uma casa do século XV dedicado à cavalaria e à astrologia; e o museu do Mar e da Ecologia, que conta a história da baía, do ecossistema local, da marinha normanda e bretã e do esforço para manter o aspecto insular do monte. Todos os quatro terminam em lojinhas de souvenires.

 

Essa encantadora aldeia medieval tem ruas estreitas de pedestres, muitas lojinhas para turistas e restaurantes. A Grand Rue, única rua do Monte, sobe até chegar à Abadia, no topo. O Monte St Michel também faz parte da rota de peregrinagem do Caminho de Santiago (St Jacques). Depois de passar pela movimentada Grande Rue, cheia de lojinhas de souvenirs e restaurantes, você chega à  Grand Degré, uma escadaria com 350 degraus e explorava os três níveis da abadia.

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A abadia tem a particularidade de ter sido erguida sobre uma ilha rochosa. Uma  verdadeiras jóias da arquitetura: Igreja pré-romana, dos séculos XI e XV, conventos romanos e góticos. Transformada em prisão durante a Revolução do Segundo Império, a Abadia é hoje uma comunidade monástica com uma presença espiritual permanente. batizada « Maravilha do Ocidente », o Monte Saint-Michel é cercado de uma magnífica baia, teatro de uma das maiores marés da Europa.

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A Igreja da Abadia reúne diferentes estilos e é surpreendentemente harmoniosa. A nave no estilo romanesco convive com um altar gótico flamboyant belíssimo que só chegou três séculos depois.

À medida que você vai subindo, o número de pessoas a sua volta vai diminuindo e uma sensação de paz e deslumbramento lhe invade. A admiração diante de uma construção tão antiga e tão perfeita, num lugar tão inóspito é inevitável. Até se alcançar a entrada da abadia do Mont Saint-Michel, há que subir a Grande Rue e galgar depois uma íngreme e sinuosa escadaria – judiciosamente apelidada le gouffre, certamente para pôr acento na vertigem que transmite aos peregrinos mais sensíveis à altitude.

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No passado, a travessia a pé ou a cavalo pela baía provocou inúmeras vítimas fatais, já que a maré sobe muito rapidamente, pegando desprevenidos os viajantes desinformados e mais otimistas que imaginavam que iriam conseguir percorrer a travessia antes de a água voltar – as ondas podem chegar a atingir 14 metros. O grande número de mortes por esse fenômeno gerou muitas lendas e histórias fantásticas no decorrer dos anos – um dos apelidos do monte é “São Michel ao perigo do mar”.

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Antigamente a ilha era ligada ao continente somente por um istmo. Durante a maré alta o istmo se alagava, isolando-a completamente; muitos morreram afogados nessa travessia. Hoje o rio Couesnon foi canalizado, a região no seu entorno foi assoreada (dando lugar a pastagens durante a maré baixa) e o antigo istmo foi reforçado, virando uma estrada livre de alagamentos.

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Como chegar

Distante 360 km de Paris, a cidade mais próxima do monumento é Pontorson, a nove quilômetros, de onde saem viagens de ônibus ao monumento a cada 15 minutos. Para chegar, o carro continua sendo a opção mais econômica, com duração de quatro horas. Saindo da capital francesa, deve-se pegar a autoestrada A13, em direção a Rouen, até chegar e entrar na Nationale 175, em direção a Avranches. O tempo estimado é de quatro horas. Nesta última cidade também é possível chegar diretamente de trem.

Outra maneira  para o turista que não está de carro é ir com os ônibus Paris City Vision, que oferecem diversos programas como:

– ida e volta no mesmo dia – saída às 7.15 e volta às 21.15 horas – todos os dias menos no domingo – preço: 158 euros por pessoa com almoço e bebidas incluídos.

– viagem de dois dias visitando, no primeiro dia, o Mont Saint Michel e no segundo dia os castelos do Loire. Todos os dias – preço: 351 euros por pessoa com duas refeições incluídas.

Os preços devem ser confirmados antes da reserva, pois podem estar desatualizados.

Também é possível  pegar um trem até Rennes e depois um ônibus até o Mont Saint Michel. O trem se pega na Gare Montparnasse em Paris e trata-se de um TGV – um trem de alta velocidade. Em duas horas chega-se em Rennes. De Rennes ao Mont Saint Michel: Chegando na estação de Rennes, basta ir ao prédio ao lado que já é a estação rodoviária. No placar de avisos de partidas de trem, também está o horário da partida de ônibus para o Mont San Michel. Os horários de TGV e ônibus são coordenados. Então não tem como ter erro. Ao comprar a passagem de ônibus para Mont San Michel, você recebe um folheto com os horários da volta de ônibus e horário de TGV para retorno a Paris. Tudo muito fácil e com tempo suficiente para fazer tudo”. Será aproximadamente mais uma hora de viagem. É puxado, mas é possível fazer ida e volta no mesmo dia.

Veja mais fotos do Mont Saint Michel:

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