A cidade é conhecida pelo Mosteiro de Santa Maria da Vitória, considerado Patrimônio Histórico pela Unesco e uma das Sete Maravilhas de Portugal. É graças a ele que a vila tem vida – uma vida provinciana, é verdade. Com o intenso fluxo turístico, porém, foram aparecendo restaurantes, hotéis e um comércio ainda tímido. Vale a pena fazer um “pit-stop” rápido na região para conhecer essas joias.
O Mosteiro de Santa Maria da Vitória é um dos mais antigos e belos de Portugal, classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Foi construído por ordem de D. João I para comemorar a vitória das forças portugueses na Batalha de Aljubarrota em 1386 contra os castelhanos, assegurando assim a independência de Portugal como nação. A construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória começou em 1387 ou 1388 e estendeu-se até cerca de 1530, mobilizando recursos humanos e materiais extraordinários para a época, como se pode avaliar ainda hoje visitando sua grandiosidade. A sua construção proporcionou a introdução e o aperfeiçoamento de algumas técnicas construtivas e artísticas em termos de ornamentação arquitetônica em Portugal.
O Mosteiro de Batalha é uma das mais importantes igrejas europeias e encontra-se em perfeito estado de conservação. Vista lateral do monastério e a estátua de Nuno Álvares Pereira comandante das tropas portuguesas. Embora visitar o Mosteiro da Batalha percebamos que o mais marcante seja sua beleza, notamos que a pedra que foi usada em sua construção (branco no original), com o tempo foi mudando a sua cor original transformando-a em um amarelo-ouro como pode ser visto hoje. A fachada principal está orientada para o sol.
A vila foi fundada pelo rei D. João I, juntamente com o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, para agradecer o suposto auxílio divino concedido na vitória da batalha de Aljubarrota (14 de Agosto 1385). Exemplo da arquitetura gótica tardia portuguesa, ou estilo manuelino, é considerado patrimônio mundial pela UNESCO, e em 7 Juli 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Em Portugal, o IPPAR ainda classifica-o como Monumento Nacional, desde 1910.
O Mosteiro foi restaurado no Século XIX, sob a direção de Luís Mouzinho de Albuquerque, de acordo com o projeto de Thomas Pitt, viajante inglês que esteve em Portugal nos fins do Século XVIII, tendo conhecido o mosteiro por toda a Europa através das suas gravuras. Neste restauro, o Mosteiro sofreu transformações mais ou menos profundas, designadamente pela destruição de dois claustros, junto das Capelas Imperfeitas e, num quadro de extinção das ordens religiosas em Portugal, pela remoção total dos símbolos religiosos, procurando tornar o Mosteiro num símbolo glorioso da Dinastia de Avis e, sobretudo, da sua primeira geração (a dita Ínclita Geração de Camões). Data a essa altura a atual configuração da Capela do Fundador e a vulgarização do termo Mosteiro da Batalha (celebrando Aljubarrota) em detrimento de Santa Maria da Vitória, numa tentativa de erradicar definitivamente as designações que lembrassem o passado religioso do edifício.
O mosteiro de Batalha influenciou muitas obras de Portugal do século XV, como a Igreja da Graça de Santarém, a capela do Castelo de Leiria, a Sé da Guarda, o Convento da Nossa Senhora da Conceição de Beja, entre outros.
Patrimônio da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal, o mosteiro combina perfeitamente com sua visita a Fátima, a 20 quilômetros daqui — com direito a uma esticadinha ainda a Alcobaça, cidade que abriga os túmulos de Pedro e Inês de Castro.
A construção demorou quase 200 anos para ficar pronta é o símbolo da vitória dos portugueses sobre os espanhóis no século 14. A Batalha de Aljubarrota, como ficou conhecida a luta pela sucessão ao trono português, entrou para a história como um dos acontecimentos mais decisivos da política do país, enterrando definitivamente os interesses espanhóis na região. O mosteiro foi construído em forma de agradecimento à Virgem pela vitória dos gajos.
Obra-prima do gótico português, o Mosteiro da Batalha é um magnífico exemplar arquitetônico em que se misturam várias influências decorrentes do seu extenso período de construção que se estendeu por vários reinados. No interior destacam-se a Capela dos Fundadores com magníficos vitrais, os claustros, as Capelas Imperfeitas ou inacabadas, profusamente decoradas com elementos em estilo manuelino e gótico flamejante, e a Sala do Capítulo.
Visita virtual ao Mosteiro da Batalha em 360º. Clique AQUI .
Fique sabendo que a expansão da arquitetura gótica em Portugal deveu muito às ordens religiosas mendicantes (franciscanos, dominicanos, carmelitas, agostinhos), que construíram vários mosteiros em cidades portuguesas nos séculos XIII e XIV. Importantes exemplos são as igrejas franciscanas e dominicanas de Santarém e Guimarães, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra (hoje em ruínas), Mosteiro de São Francisco do Porto, Igreja do Convento do Carmo em Lisboa (hoje em ruínas e usado como museu arqueológico) e muitas outras. Também as ordens medievais militares contribuíram para a expansão do gótico, por exemplo com Igreja de São João de Alporão de Santarém e o Mosteiro de Leça do Bailio (pertencente aos Cavaleiros Hospitalários), e com a Igreja de Santa Maria dos Olivais de Tomar (fundada pelos Cavaleiros Templários). Algumas catedrais portuguesas também foram construídas em estilo gótico, como a Sé de Évora (séc XIII-XIV), a Sé de Silves (séc XIV-XV) e a Sé da Guarda (finais séc XIV-XVI)
Informações do Mosteiro da Batalha
O Mosteiro da Batalha fica no Largo do Infante D. Henrique, 2440. E os horários de funcionamento são: todos os dias de outubro a março das 9h às 18h e de abril a setembro das 9h às 18:30h. O bilhete individual custa 6€ e os adultos com idade superior a 65 anos pagam metade.
O mosteiro está rodeado de prédios modernos, sem identidade, e perante ele ergue-se uma gloriosa estátua equestre do general Nuno Álvares Pereira. Mas a cidade de Batalha reserva mais surpresas para o viajante que gosta de conhecer e descobrir por completo os novos lugares que visita, e ali se pode explorar as Grutas da Moeda, caminhar e relaxar no Ecoparque Sensorial da Pia do Urso, visitar o Museu Etnográfico da Alta Estremadura, ou contemplar a Igreja Matriz da Exaltação de Santa Cruz, obra do famoso arquiteto João Castilho.